domingo, 2 de março de 2014



























   Marina Colasanti (1938) nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil.  Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis.  Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei, mas não devia e também por  Rota de Colisão
     Dentre outros, escreveu E por falar em amor, Contos de amor rasgados, Aqui entre nós, Intimidade pública, Eu sozinha, Zooilógico, A morada do ser, A nova mulher, Mulher daqui pra frente, O leopardo é um animal delicado, Esse amor de todos nós, Gargantas abertas e os escritos para crianças Uma ideia toda azul Doze reis e a moça do labirinto de vento. 
     Colabora, também, em revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil.  Casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.



Interpretação oral  e escrita

Atividades
1- A moça tecelã pode ser classificado como um conto de fada? O que  o assemelha a ele e o que o diferencia?  
semelhanças
diferenças









2- Justifique com elementos do texto esta afirmação: "O tema predominante do conto é o trabalho feliz em função das necessidades básicas legítimas em oposição ao trabalho estressante, que tece os caprichos da ambição alheia".
3- Em que o companheiro dela se diferencia do príncipe dos contos de fada?
4- Divida o texto em introdução, desenvolvimento e conclusão.
5- O que você imagina que o jovem disse à tecelã assim que entrou em sua vida?
6- Por que - de um dia para o outro - ela não pode mais "chamar o sol"  nem "arrematar o dia"?
7-  Você acha que, mesmo decepcionada com o marido, valeu a pena tê-lo tecido? Por quê?
8 - O tear da moça foi capaz de criar e destruir o companheiro, mas não pôde destecer aquilo que a tornou infeliz. O que foi?
9 - "A tecelagem simboliza frequentemente a atuação do destino; no islamismo, por exemplo, a estrutura e o movimento do universo são comparados a um tecido."
Você acha que somos donos de nosso destino ou já nascemos predestinado? O que podemos tecer ou construir? O que podemos desfazer? Dê exemplos concretos e abstratos.

 10- Quem você acha que tem o poder de fazer e desfazer a realidade?

11- Você acha que depois do que ocorreu a jovem voltou a tecer outras pessoas ou coisas? Quem? O quê?

12- No final do conto pode-se afirmar que
(a) repete o início, com apenas algumas construções diferentes.
(b) difere do início: lá a natureza é que faz a manhã, aqui é a moça que  a tece.

A Moça Tecelã

Inicialmente  o professor falará sobre o gênero conto e suas características peculiares. A seguir, exibirá o vídeo A moça teçelã disponível em  http://www.youtube.com/watch?v=A_Ly7Myyo34



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Leitura complementar

Segundo momento

 Leitura complementar
Distribuir  uma folha contendo o texto II  para interpretação oral e escrita. Conversar com os alunos sobre o objetivo de cada texto.


Texto II



O TEAR TRADICIONAL

            Em muitos lugares do Brasil o tear manual se tornou peça de museu.
            Em algumas casas, que ainda desejam reter um pouco do passado tranquilo, mesmo com alguma dose de saudosismo, a velha roca serve de enfeite.
            As velhas tecelãs
            Em alguns municípios de Goiás podem-se ver velhas tecelãs confeccionando várias peças de tecidos, agora valorizadas pelo turismo.
            A matéria empregada é o algodão. O algodão é colhido, depois descaroçado. Separam os caroços das fibras. O resto das impurezas é retirado nas cardadeiras (espécie de escova de aço).
               A seguir tem início o trabalho feito no fuso, na roca. O fio é enrolado em novelos nas caneleiras. Começa então o trabalho no tear. 
             Receitas de pontos
            No tear as tecelãs misturam os fios de variadas cores, executando diversos pontos de acordo com a "receita de pontos", que no seu linguajar simples denominam-se: xadrez, xadrezinho, xadrez lixo, xadrezão, xis, em cruz, rosa, rosinha, esteira, esteirinha,  riscado, riscadinho, chumbadinho, olho de mosquito, olhinho, peninha, galhinho, emparelhado, grão de areia. Os nomes são dados pelo mundo que as rodeia.
            Os tecidos
            De acordo com o tipo de ponto, os tecidos têm diversas utilidades: para colcha, para camisa de homem, para vestido de mulher, roupas de criança, roupas de cama.
            Tingem os tecidos com tintas corantes originárias de certas plantas , barro, ferrugem, conseguindo as cores: vermelha, azul, preta, marrom e outras.
            As técnicas tradicionais deste artesanato estão se revitalizando, graças ao turismo e á educação do povo, que passou a valorizar a tradição.
                                                                                  Brasil- Histórias , costumes e lendas.
                                                                         Pesquisa e texto de Alceu Maynard Araújo.