domingo, 2 de março de 2014
A Moça Tecelã
Inicialmente o professor
falará sobre o gênero conto e suas características peculiares. A seguir, exibirá o vídeo A moça teçelã disponível em http://www.youtube.com/watch?v=A_Ly7Myyo34
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Leitura complementar
Segundo
momento
Leitura
complementar
Distribuir uma folha contendo o texto II para interpretação oral e escrita. Conversar
com os alunos sobre o objetivo de cada texto.
Texto II
O TEAR TRADICIONAL
Em
muitos lugares do Brasil o tear manual se tornou peça de museu.
Em algumas casas, que
ainda desejam reter um pouco do passado tranquilo, mesmo com alguma dose de
saudosismo, a velha roca serve de enfeite.
As velhas tecelãs
Em alguns municípios de Goiás
podem-se ver velhas tecelãs confeccionando várias peças de tecidos, agora
valorizadas pelo turismo.
A
matéria empregada é o algodão. O algodão é colhido, depois descaroçado. Separam
os caroços das fibras. O resto das impurezas é retirado nas cardadeiras
(espécie de escova de aço).
A seguir tem início o trabalho feito
no fuso, na roca. O fio é enrolado em novelos nas caneleiras. Começa então o
trabalho no tear.
Receitas de pontos
No tear as tecelãs misturam os fios de variadas cores, executando
diversos pontos de acordo com a "receita de pontos", que no seu
linguajar simples denominam-se: xadrez, xadrezinho, xadrez lixo, xadrezão, xis,
em cruz, rosa, rosinha, esteira, esteirinha,
riscado, riscadinho, chumbadinho, olho de mosquito, olhinho, peninha,
galhinho, emparelhado, grão de areia. Os nomes são dados pelo mundo que as
rodeia.
Os tecidos
De
acordo com o tipo de ponto, os tecidos têm diversas utilidades: para colcha,
para camisa de homem, para vestido de mulher, roupas de criança, roupas de
cama.
Tingem
os tecidos com tintas corantes originárias de certas plantas , barro, ferrugem,
conseguindo as cores: vermelha, azul, preta, marrom e outras.
As
técnicas tradicionais deste artesanato estão se revitalizando, graças ao
turismo e á educação do povo, que passou a valorizar a tradição.
Brasil- Histórias , costumes e lendas.
Pesquisa e texto de Alceu Maynard
Araújo.
Atividades
1) Em relação ao tema, há alguma
semelhança entre o conto A moça tecelã
e o texto O tear tradicional? Qual?
2) Explique o objetivo de cada texto?
3) Segundo o texto de Alceu Maynard
Araújo. A que papel está relegado o tear manual?
Terceiro momento
Pesquisa
em grupo
Dividir
os alunos da turma em cinco grupos. Cada grupo pesquisará um dos itens abaixo na internet, em jornais, revistas, enciclopédias, histórias
de fadas ou mitológicas, podendo também
entrevistar pessoas que estejam a par do
assunto.
A apresentação pode ser feita por meio de
vários recursos: exposição oral, narrativa, cartazes, fotos, ilustrações ,
letra de música, filmes, artigos de jornais ou revistas, etc.
grupo A: Da roca à indústria.
grupo B: O que é ser tecelão nos dias de hoje.
grupo C : Tecedeiras célebres nas
histórias lendárias . (Penélope,
Aracne, A Bela Adormecida...)
grupo D: O que um tear pode tecer.
grupo E: De que outras maneiras é possível produzir
roupas, toalhas, mantas, tapetes, etc.
Quarto momento
Dramatização
Representação do conto A moça tecelã ou do
mito de Aracne.
Levar os alunos a criar diálogos, ensaiar
falas e gestos, imaginar cenários e
sons. Se desejar, dividir a história em várias e pequenas cenas, incluindo
outras personagens; assim, mais alunos
poderão participar.
Quinto momento
Produção
textual
Sugestões
de produção individual ou em duplas (a escolha):
. Entrevista com a moça tecelã.
Fazer
uma entrevista com a moça tecelã perguntando sobre o trabalho dela, quais são seus sonhos e as decepções,
alegrias, desejos ....
. Escrita de bilhete ou carta
Escrever um bilhete ou uma carta endereçada à moça tecelã convidando-a para expor seus
trabalhos numa exposição que acontecerá numa cidade encantada.
. Escrita de texto individual
Se
o tear mágico fosse seu, o que você faria com ele? Quem ou o que teceria ou
desteceria? O que mudaria na natureza? O que alteraria em você fisicamente e psicologicamente? E em sua casa? Em sua
cidade? No Brasil? No mundo? Ao tecer e destecer a realidade, mencione os
motivos de suas ações.
Descreva também o que você pode mudar
sem o tear mágico.
6º
momento
Socialização
das produções textuais
Após a correção o/a professor(a) sorteará algumas produções para serem lidas e comentadas de acordo com
os critérios preestabelecidos, tais como:
adequação do tema, estilo personalizado, criatividade, graça, riqueza do
vocabulário e outros...
7º
momento
Entretenimento
Adivinhe
o que faço!
Dois alunos leem (alternadamente) o início das
frases. Os demais têm um minuto para dizer o nome do profissional
correspondente à explicação. Veja o exemplo:
No
meu tear, teço redes, mantas, toalhas... O que sou? Tecelã.
.Estudo e exploro cavernas. O que sou?
|
espeleólogo
|
. Sou especialista no estudo racional
da alimentação. O que sou?
|
nutricionista
|
. Carrego e descarrego navio no cais
.O que sou?
|
estivador
|
. Atendo o público no posto de
gasolina.O que sou?
|
frentista
|
.Monto
a cavalos de corrida.O que sou?
|
jóquei
|
. Faço limpeza urbana.O que sou?
|
gari
|
.Sou médico especialista em ouvido,
nariz e garganta. O que sou ?
|
otorrinolaringologista
|
.Dedico-me à criação de abelhas.O que
sou?
|
apicultor
|
.Fabrico fogos de artifício. O que sou?
|
pirotécnico
|
.Guardo ou conduzo gado. o que sou?
|
vaqueiro
|
.Criou peças de ouro e prata e as
comercializo. O que sou?
|
ourives
|
.Fabrico peças de barro: louça,
telhas...O que sou?
|
topógrafo
|
.Crio coleções de costura e
supervisiono sua execução... O que
sou?
|
estilista
|
(
Atividades adaptadas)
TEXTO COMPLEMENTAR
Na mitologia grega, Aracne (jovem lídia) quis medir-se na arte da
tecelagem com Atena, deusa da Razão superior e mestra da tecelagem. Todos os
deuses compareceram, e o concurso
começou. Atena bordou as doze divindades do Olimpo em sua majestade e, nos
quatro cantos da obra, evocou os castigos nos quais incorrem os mortais que
ousam desafiá-las. Não se importando com essa advertência, Aracne representou
seu bordado os amores dos deuses pelos mortais. Ultrjada, Atena bateu na jovem
com uma naveta. Desesperada, Aracne quis enforcar-se, mas
Atena a impediu e a metamorfoseou em aranha, a qual, desde então, não cessará
de balançar-se na ponta de seu fio. Ela é assim símbolo da queda do ser, da
ambição demiúrgica punida e,
portanto, uma advertência : ninguém pode rivalizar com os deuses.
Jean-Paul
Ronecker
Glossário
lídia: natural ou habitante da Lídia ( Ásia Menor).
naveta: lançadeira de certas máquinas de costura ou de tear,
de feitio semelhante ao de pequeno barco.
demiúrgica: relativo a demiurgo; deus supremo que criou o mundo.
Denomina também os deuses inferiores, criadores dos seres mortais.
Texto II
Aracne
Aracne
era uma bela moça, filha de um tintureiro de lã na cidade de Colofon, e por
isso bordava e tecia, tendo um grande talento para essa arte. À medida que
Aracne foi tornando-se adulta, sua arte também se aperfeiçoava, e logo seus
trabalhos eram disputados por todas as mulheres da cidade. Algumas mulheres
vinham de longa distância para ter uma peça bordada da artesã e todas
comentavam sobre a beleza de seu trabalho.
Atena, a deusa protetora das obreiras e artesãos, teve conhecimento de que todas as mulheres consideravam os bordados de Aracne melhores do que os seus. Como Deusa das Artes, Atena foi desafiada numa competição de destreza. Ambas trabalhavam com rapidez e habilidade.
Quando as tapeçarias ficaram terminadas, Atena admirou o trabalho impecável de sua competidora, mas ficou furiosa porque Aracne ousou ilustrar as desilusões amorosas de Zeus, pai de Atena, em sua tapeçaria. O tema de sua tapeçaria ocasionou a ruína de Aracne. Atena ficou furiosa e destruiu o trabalho de Aracne, transformando-a em aranha, condenada para sempre a tecer.
Atena, a deusa protetora das obreiras e artesãos, teve conhecimento de que todas as mulheres consideravam os bordados de Aracne melhores do que os seus. Como Deusa das Artes, Atena foi desafiada numa competição de destreza. Ambas trabalhavam com rapidez e habilidade.
Quando as tapeçarias ficaram terminadas, Atena admirou o trabalho impecável de sua competidora, mas ficou furiosa porque Aracne ousou ilustrar as desilusões amorosas de Zeus, pai de Atena, em sua tapeçaria. O tema de sua tapeçaria ocasionou a ruína de Aracne. Atena ficou furiosa e destruiu o trabalho de Aracne, transformando-a em aranha, condenada para sempre a tecer.
Texto IV
Penélope, o amor que não se cansa de
esperar
Penélope
foi uma heroína mítica, cuja beleza não era maior que seu caráter e sua
conduta. Filha de Icário, um príncipe espartano, Ulisses pediu-a em
casamento conquistando-a entre muitos competidores que participaram dos
jogos instituídos por seu pai. Porém depois do casamento, quando chegou o
momento em que a jovem esposa deveria deixar a casa paterna, seu pai
Icário não aceitando a ideia de separar-se da filha, tentou persuadi-la a
permanecer ao seu lado e não acompanhar o marido a Itaca. Ulisses
deixou que Penélope escolhesse e ela silenciosamente cobriu o rosto com um véu
e seguiu o marido. Icário entendeu e mandou construir uma estátua do Pudor
onde se havia separado da filha.
Ulisses e Penélope haviam se casado e apenas um ano depois tiveram de separar-se em virtude da partida de Ulisses para a Guerra de Troia. Enquanto Ulisses guerreava em outras terras e seu destino era desconhecido, o pai de Penélope sugeriu que sua filha se casasse novamente, mas por ser uma mulher apaixonada e fiel ao seu marido, recusou dizendo que o esperaria a volta de Ulisses.
Durante a longa ausência de Ulisses muitos duvidavam que ele ainda estivesse vivo ou que era improvável que algum dia retornasse. Penélope foi importunada por inúmeros pretendentes, dos quais parecia não poder livrar-se senão escolhendo um deles para esposo. Contudo, Penélope lançou mão de todos os artifícios para ganhar tempo, ainda esperançosa do regresso de Ulisses.
Um de seus artifícios foi o de alegar que estava empenhada em tecer uma tela para o dossel funerário de Laertes, pai de seu marido, comprometendo-se em fazer sua escolha entre os pretendentes quando a obra estivesse pronta. Durante o dia, aos olhos de todos, Penélope trabalhava tecendo; à noite, secretamente desfazia o trabalho feito. E a famosa "Tela de Penélope" passou a ser uma expressão proverbial, para designar qualquer coisa que está sempre sendo feita mas que nunca termina.
Porém tendo sido descoberta em seu artíficio, ela propôs outra condição ao seu pai. Conhecendo a dureza do arco de Ulisses, ela afirmou que se casaria com o homem que o conseguisse encordoar. Dentre todos os pretendentes, apenas um camponês humilde conseguiu realizar a proeza. Imediatamente este camponês revelou ser Ulisses, disfarçado após seu retorno. Penélope e Ulisses tiveram apenas um filho chamado Telêmaco.
Ulisses e Penélope haviam se casado e apenas um ano depois tiveram de separar-se em virtude da partida de Ulisses para a Guerra de Troia. Enquanto Ulisses guerreava em outras terras e seu destino era desconhecido, o pai de Penélope sugeriu que sua filha se casasse novamente, mas por ser uma mulher apaixonada e fiel ao seu marido, recusou dizendo que o esperaria a volta de Ulisses.
Durante a longa ausência de Ulisses muitos duvidavam que ele ainda estivesse vivo ou que era improvável que algum dia retornasse. Penélope foi importunada por inúmeros pretendentes, dos quais parecia não poder livrar-se senão escolhendo um deles para esposo. Contudo, Penélope lançou mão de todos os artifícios para ganhar tempo, ainda esperançosa do regresso de Ulisses.
Um de seus artifícios foi o de alegar que estava empenhada em tecer uma tela para o dossel funerário de Laertes, pai de seu marido, comprometendo-se em fazer sua escolha entre os pretendentes quando a obra estivesse pronta. Durante o dia, aos olhos de todos, Penélope trabalhava tecendo; à noite, secretamente desfazia o trabalho feito. E a famosa "Tela de Penélope" passou a ser uma expressão proverbial, para designar qualquer coisa que está sempre sendo feita mas que nunca termina.
Porém tendo sido descoberta em seu artíficio, ela propôs outra condição ao seu pai. Conhecendo a dureza do arco de Ulisses, ela afirmou que se casaria com o homem que o conseguisse encordoar. Dentre todos os pretendentes, apenas um camponês humilde conseguiu realizar a proeza. Imediatamente este camponês revelou ser Ulisses, disfarçado após seu retorno. Penélope e Ulisses tiveram apenas um filho chamado Telêmaco.
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